Quando este filme foi lançado, falou-se muito do seu caráter inovador para o cinema francês. Ao que parece, os franceses não faziam filme sobre seu sistema carcerário. Essa temática pode até ser nova para os franceses, porém para nós, brasileiros, que já fizemos e assistimos trocentos desses filmes sobre o nosso próprio sistema, já estamos pedindo um tempo.
O filme é até legal, culturalmente é interessante saber que a ilustre França também apresenta esse tipo de deficiência. Há cenas muito boas, em algumas o espectador necessita ter um bom estomago para aguentar. A história é muito boa, os diálogos também. Mas faltou algum elemento que pudesse gerar uma identificação maior, um entusiasmo maior com o filme. Talvez devido ao fato de a temática já ser tão recorrente no Brasil – e de fato por aqui enfrentamos coisas muito piores – o filme não impressione tanto. Nós já temos muitos filmes de sangue, muitos filmes sobre sistemas carcerários cruéis e obviamente sabemos como a prisão – muito longe de ser uma ressocialização – serve de escola para o crime. Para realmente causar impressão no Brasil, “O profeta” deveria ter um algo a mais.










