quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

29. "O profeta"



Quando este filme foi lançado, falou-se muito do seu caráter inovador para o cinema francês. Ao que parece, os franceses não faziam filme sobre seu sistema carcerário. Essa temática pode até ser nova para os franceses, porém para nós, brasileiros, que já fizemos e assistimos trocentos desses filmes sobre o nosso próprio sistema, já estamos pedindo um tempo. 

O filme é até legal, culturalmente é interessante saber que a ilustre França também apresenta esse tipo de deficiência. Há cenas muito boas, em algumas o espectador necessita ter um bom estomago para aguentar. A história é muito boa, os diálogos também. Mas faltou algum elemento que pudesse gerar uma identificação maior, um entusiasmo maior com o filme. Talvez devido ao fato de a temática já ser tão recorrente no Brasil – e de fato por aqui enfrentamos coisas muito piores – o filme não impressione tanto. Nós já temos muitos filmes de sangue, muitos filmes sobre sistemas carcerários cruéis e obviamente sabemos como a prisão – muito longe de ser uma ressocialização – serve de escola para o crime. Para realmente causar impressão no Brasil, “O profeta” deveria ter um algo a mais.

30. "Fita Branca"



Também já analisei esse filme em um dos primeiros posts que escrevi aqui, por isso vou apenas retomá-lo e reiterar que o motivo pelo qual o filme está aqui é o seu caráter excessivamente vagaroso - não posso negar as minhas origens hipermodernas. No entanto, ressalto que quem se aventurar a assisti-lo verá um bom filme, contando que se tenha em mente as considerações abaixo.





Em primeiro lugar, este NÃO É UM FILME SOBRE NAZISMO. Antes de ver o filme, já tinha lido inúmeras críticas que apontavam um “fabuloso filme sobre as origens do nazismo na Alemanha”. Não, não é verdade. Na verdade, fiquei absorta os pensamentos sobre essas idiotices e em como eu me tornei uma pessoa tão orgulhosa a ponto de me cegar em minha própria ignorância e discordar veementemente de algo aparentemente tão óbvio que se constituiu um lugar-comum. Não sou uma profunda conhecedora sobre o nazismo ou a Segunda-Guerra, mas de tudo o que eu tinha conhecimento sobre o assunto até então, nada se encaixava naquela “origem do nazismo” mostrada no filme. De certo que quando se fala em nazismo, pouco se fala na cultura alemã anterior ao nazismo. Mas o que o filme mostra são crianças psicopatas vivendo em uma sociedade bastante patriarcal (e haveria como ser diferente no início do século XX?) com um injustificado ódio por certas pessoas que culmina no assassinato cruel das mesmas. A origem do nazismo seria essa psicopatia infantil que se gerou “devido ao patriarcalismo de uma sociedade”? Se alguém ousar defender isso, acho que o caminho ideal seria produzir uma tese em cinco volumes sobre a inovadora idéia e depois produzir um filme, porque de outra forma só se pode soa como absurdo. A origem do nazismo é uma sociedade de psicopatas infanto-juvenis? Acho que faltam muitos pingos nos is nessa explicação - os quais não tentarei desenvolver por medo de ficar presa ao computador eternamente. Fico contente quando vejo as pessoas percebendo o quanto a cultura é relevante para as ações de um povo, apenas não concordei com a forma como essa questão foi abordada neste filme.
Dessa forma, fiquei feliz quando li uma breve entrevista onde o próprio diretor afirma que não foi a sua intenção mostrar as origens do nazismo. Parece que a verdadeira intenção do filme foi novamente mostrar que as pessoas podem ser “ruins por natureza”, focar na crueldade inerente ao ser humano. Embora existam muitas teorias que fundamentam essa tese, prefiro às que defendem o ser humano como uma “tabula rasa”, uma mar de possibilidades a se concretizarem em situação, de acordo com as circunstâncias que o atravessam ao longo da vida. Do contrário, estaremos a um passo de justificar novos genocídios com base na maldade inata de um povo.
O filme é ambientado num minúsculo vilarejo alemão, onde o tempo passa se arrastando (o que torna um filme de duas horas mais longo ainda). Há a narrativa constante dos pequenos acontecimentos pelo professor do vilarejo, sempre contrapostos a belas imagens – que podem se tornar muito irritantes quando a neve se confunde com a legenda durante a cena inteira. Há a família de crianças psicopatas – cenas, cenas, cenas, nenhuma penetrante na história dos personagens (e como se poderia dizer que é um filme focado no psicológico se dissocia as pessoas de suas histórias?). Há as três famílias vítimas dos atos de violência infantil. E há a vagarosidade do filme sobre tempos ainda mais vagarosos.
Não ficaria feliz se esse filme fosse visto como um filme sobre um problema alemão, sobre o nazismo. Este é um exemplo, mas significa mais que isso. É um filme sobre as raízes do mal. É sobre um grupo de crianças, que são doutrinadas com alguns ideais e se tornam juízes dos outros – justamente daqueles que empurraram aquela ideologia goela abaixo deles. Se você constrói uma idéia de uma forma absoluta, ela vira uma ideologia. E isso ajuda àqueles que não têm possibilidade alguma de se defender de seguir essa ideologia como uma forma de escapar da própria miséria. E este não é um problema só do fascismo da direita. Também vale para o fascismo da esquerda e para o fascismo religioso. Você poderia fazer o mesmo filme – de uma forma totalmente diferente, é claro – sobre os islâmicos de hoje. Sempre há alguém em uma situação de grande aflição que vê a oportunidade, através da ideologia, para se vingar, se livrar do sofrimento e consertar a vida. Em nome de uma idéia bonita você pode virar um assassino.”
(Michael Haneke)*
*Onde estavam os críticos e seus seguidores que não leram isto?

31. "Olho azuis"



Também já comentei sobre esse filme em 2 posts anteriores, um onde eu analisei o filme e outro onde eu especulei qual filme deveria ser indicado para concorrer a uma vaga na premiação do Oscar para melhor filme estrangeiro, por isso vou apenas reafirmar as minhas ponderações. 




A sinopse do filme é bem interessante. É sobre a discriminação no setor de imigração dos EUA. Só por aí temos vasto território de dramas para explorar. E realmente o filme explora alguns deles, sobretudo o do brasileiro, que ganha a vida nos EUA há 10 anos, e no entanto vê-se impedido de ingressar novamente no país porque policiais simplesmente não foram com a sua cara. Não importa se o homem possui casa, carro, empresa própria e até ex-mulher americana, o faro dos policiais os diz que ele é criminoso – ele não entrará. 
A história é boa, atual e tinha fazer do filme excelente. Peca, no entanto, por não se prender somente aos acontecimentos da alfândega e acrescentar uma segunda linha narrativa à trama, onde o chefe do departamento de imigração está em Recife à procura da filha do brasileiro. Essa segunda linha muitas vezes corta clímax da primeira (que é a que realmente é relevante para a história) e deixa claro o rumo e o final dos acontecimentos da primeira linha logo de início, tirando totalmente o suspense. Com um final já conhecido e personagens por diversas vezes muito caricatos, fica fácil adivinhar o desenvolvimento da trama e inevitável perder o entusiasmo pelo mesmo. Por mais que as cenas na alfândega sejam tensas, não conseguem superar o dejà vù de um final já conhecido. A relação do policial com uma prostituta em Recife ou as dificuldades dele para encontrar a filha do brasileiro não são essenciais à história e certamente deveriam ter sido dispensadas. As quebras de cena do personagem tirano para o mesmo personagem em busca de redenção são muito contrastantes para serem feitas abruptamente. O efeito seria muito melhor se a mudança fosse mostrada depois, respeitando a própria evolução temporal da história (embora bom mesmo seria se não tivesse sido gasto tanto tempo em busca da “redenção”). 
As cenas em Recife, além de parecerem caricatas demais para qualquer brasileiro, possuem um caráter muito didática e totalmente dispensável à trama central. Será que alguém consegue imaginar um personagem famoso de filme de suspense/drama internacional escutando “O Brasil dos cartões postais acabou”? "Isso é ca-cha-ça". "O nome é Pe-tro-li-na". Muito clichê, não? 
As atuações de Erica Gimpel e Cristina Lago muitas vezes soam forçadas demais. A personagem de Cristina, aliás, não conseguiu demonstrar muita química com o policial americano (vulgo “gringo”) o que torna-se maçante se considerarmos que metade do filme tem só eles dois contracenado entre si. A personagem dela, aliás, possui uma história fraca e irrelevante para a história da discriminação, poderia ter ficado de lado sem prejuízo algum para o filme. Já as atuações de Frank Grillo, Irandhir Santos e David Rasche (nos EUA, nas cenas do Brasil ele pareceu pouco à vontade) são muito boas. 
Por fim, resta um último comentário sobre a escolha do nome do filme “olhos azuis”. Um filme como este poderia ter tantos outros nomes, por que escolher justamente um já batido? Se a cor dos olhos, da pele, fosse o principal motivo ou a principal alusão ao preconceito, tudo bem. Mas não é o caso. A questão aqui é puramente política. Latinos não devem entrar porque são traficantes, criminosos, roubam os empregos; árabes, por que são terroristas; e por aí vai. Além disso, o nome do filme lembra muito o famoso documentário “Blue eyes”, da professora americana Jane Elliot, cuja primeira versão remete à 1968 e a sua continuação, à 1996. No documentário ela explora a temática da discriminação racial através de dinâmicas onde pessoas de olhos azuis (metáfora para brancos) recebem o mesmo tratamento que dão a pessoas de olhos castanhos (metáfora para negros e pardos), imposto pelos próprios olhos castanhos presentes na sala. Qual não é a surpresa quando o filme se utiliza de artifício semelhante? Definitivamente, não foi um bom desenvolvimento – só aumentou ainda mais a sensação de lugar-comum do filme. 
Em suma, o filme teria sido ótimo se tivesse centrado nos acontecimentos na alfândega, e com cenas de flashbacks de todos os latinos, detidos na imigração, em seus países de origem, tal como a versão original do roteiro previa. Porém, como a produção é latina, isso encareceria a filmagem e o resultado foi uma produção tempo real nos EUA e flashforward no Brasil.
O resultado final foi meio frustrante. Gostaria que esse post tivesse mais comentários sobre a discriminação e as relações EUA-resto do mundo, mas infelizmente essa segunda história atrapalhou os meus planos. 

A história do passado é muito boa, mas a do presente, passada no Brasil, é totalmente dispensável e empobrece a trama. É um filme metade muito bom, metade dispensável, e precisaria ser todo bom para indicar [para concorrer a uma vaga no Oscar].

32. "Cabeça a prêmio"




Como já comentei sobre esse filme em um post anterior e não tenho nada a acrescentar, apenas reafirmarei os meus comentários. 


O filme possui um enredo bom, incomum, contando a história de um grande traficante de cocaína brasileiro, que também é um grande latifundiário. Porém a história perde um pouco o sal ao mostrar também os conflitos dos dois matadores que trabalham para o traficante. Acho que deveriam ter focado em uma das histórias (a do traficante, por ser mais densa) e passado mais rápido pelas outras. Acredito que o diretor tenha exposto as duas histórias quase com o mesmo empenho porque para ele as duas histórias se cruzam de forma que é indispensável você conhecer as duas para entender os acontecimentos. Mas essa indispensabilidade não fica evidente nem no final.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

33. "Vincere"



Contrariando as críticas positivas que saíram nas mídias “confiáveis”, “Vincere” aparece aqui, no final da minha lista. Por quê? 

Vejamos: a história em si é super-interessante – fala sobre o romance de Ida e Mussolini e como está foi fundamental para que ele conquistasse o poder e como ele depois negou qualquer envolvimento com ela e relação com o filho dela. Ida acaba presidiária em um manicômio e o menino acaba aluno de um internato católico. A história é realmente muito promissora, uma aula de história na sala do cinema (com direito a muito drama de brinde). Mas sabemos que não basta ter uma boa história, tem que saber contar. 

O filme tem aquela lentidão quase que característica de filmes cults europeus. E em muitos momentos a lentidão não era necessária para o bom entendimento, o que acaba se revertendo em pontos negativos para o filme. O potencial dramático do filme também não é bem explorado – seja pelas características da própria filmagem, seja pelos atores. Mesmo quando vemos uma grande descarga emocional de Ida, de alguma forma ainda soa meio linear com todo o resto do filme. Não há muitos momentos empolgantes. Além disso, a história, tal como é contada, acaba por retratar mais uma Ida louca e capaz de também enlouquecer o próprio filho do que uma mulher minimamente sensata em busca de provar a legitimidade da sua união conjugal e a paternidade do filho. 

A questão que não quer calar é a seguinte: se Ida possuía o tal documento que comprovava que ela era casada com Mussolini e que ele era o pai de seu filho, por que não o mostrava? Por que preferiu passar o resto da vida no manicômio e deixar seu amado filho sem pai e mãe do lado de fora a entregar o documento para as autoridades? (Lembrando que o documento era uma das exigências para que ela saísse do manicômio). 

Reconheço que é provável que a história não conte o motivo da recusa de Ida, mas nesse caso acho que o cineasta poderia ter pedido licença e preenchido as lacunas. Ou contado a história de outra forma. Desse jeito ficou parecendo que Ida era realmente louca por achar que seria a primeira esposa de Mussolini. 

E será que ela realmente era a louca ou a esposa? 

O filme dava a entender claramente no início que ela era a esposa, mas no fim parecia mais a louca. Fiquei na dúvida... Dúvida desnecessária, diga-se de passagem. 

E é por esses motivos somados a vários cochilos durante o filme que ele se encontra aqui, numa posição aquém da esperada.


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

34. "Confusões em família"




Uma típica comédia de sessão da tarde. Acredito que funcionaria bem para a sessão da tarde. O filme é sobre uma família disfuncional na qual todos possuem um segredo que vai sendo revelado – para nós e para eles – ao longo do filme em cenas cômicas, sobretudo as do Andy Garcia. Deu para divertir, mas não é nada excepcional que o faça ficar nas primeiras posições – e a concorrência neste ano é muito acirrada. 

Enfim, o filme está aqui, nas últimas posições, mas se passar na sessão da tarde e você não tiver nada para fazer, pode assistir, ele foi feito para isso, é possível que você se divirta.

PS: Só agora me dei conta que a mulher do Andy é a Julianna Marguilies do seriado The good wife. Impressionante, a atuação dela não tem absolutamente nada a ver em um e outro.

35. "Os homens que não amavam as mulheres"



Fui convidada para ver esse filme achando que era um típico filme de auto-ajuda para mulheres com problemas na área dos relacionamentos afetivos. Até fiquei feliz quando percebi que não se tratava disso. O início deu a entender que o filme seria um thriller psicológico que conseguem ao prender o suspense. E de fato, o filme consegue. São 2 horas e meia até desvendar o sumiço da sobrinha favorita do rico empresário. 

Honestamente, a imagem da adolescente rebelde Lisbeth me causa certa repugnância. Veja bem: não é por intolerância à diferença, mas honestamente achei a personagem com o aspecto muito repulsivo gratuitamente. Passou da conta. 

O repórter-detetive não empolga muito, nem na atuação nem na própria função – tanto é que a ajuda, no início intrometida, da jovem hacker se tornará fundamental. 

É claro, o detetive solteirão e quarentão acabará se envolvendo com a rebelde bissexual e isso renderá algumas cenas de sexo totalmente irrelevantes para o desenvolvimento da história. 

Devo comentar também que os personagens são (como já deu para perceber) bastante clichês. 

Por fim, acho que a temática da violência sexual que vem à tona logo no início do filme foi explorada desnecessariamente. Soou falso e acabou comprometendo o final do filme. Além disso, a longa duração do filme cansa, sobretudo porque não há história para tanto tempo – e talvez venha daí as enrolações do meio. 

Enfim, há várias alterações a ser feita no filme. Tantas que estou até reconsiderando a posição do filme. Acho que reordenarei a listagem e esse filme ficará à frente do “Sherlock Holmes” na busca pelo prêmio de “Fuja do cinema”. 

É isso aí, pensando e reconsiderando. 



PS: depois descobri que o filme foi baseado num dos livros da trilogia Millenium. Tudo explicado! 

PS2: não... pensando bem, não dá para ficar abaixo de “Sherlock Holmes” e “Um homem misterioso”. Mas dá para ficar abaixo de “Confusões em família”. Recolocado...

PS3: Olha essa capa... Tosca, tosca...

36. "Um homem misterioso"



Um homem misterioso”... É uma escolha interessante para um filme que poderia perfeitamente se chamar “Mais um assassino de Hollywood”. A história é sobre um cara, muito misterioso (como sempre), assassino de aluguel para alguém (e geralmente não importa para quem, não?), que está às voltas com mais um trabalho (quem sabe o último?), que possui relações cordiais e superficiais com os demais, que conhece uma mulher moderna, de fora do seu mundo (seria ela uma prostituta?) e finalmente é tocado pelo fogo do amor. A partir daí segue-se aquele velho blá-blá-blá: “fico com ela ou não fico com ela?”, “ele fica comigo ou não fica comigo?”, “já sei (o momento da grande ideia, ultraoriginal): vamos fugir?”. E, no final, adivinhe o que acontece? Um típico final de tragédia romântica. 

O filme é lento, lento, l e n t o. 

Dá muito soninho assisti-lo. Mas o bom é que, como ele não tem muitas cenas de ação (aliás, o diferencial desse filme é justamente esse), dá para tirar um cochilo bom durante o filme. 

Reconheço que a história tem potencial para ser boa, focando nos dramas do nosso desconhecido ao invés de colocar aquela seqüencia de cenas de ações que na maioria das vezes são desnecessárias e soam super-artificiais, porém acho que o diretor errou na mão. Os diálogos são muito poucos, a trama não avança muito, os mistérios sobre a identidade do cara permanecem, tudo isso pintado nos quadros (megaclichês) das belas paisagens italianas. E o que foi aquele close final na borboletinha voando?

E o balanço final dos pontos negativos X positivos trouxe "Um homem misterioso", ou melhor, "Um homem NADA misterioso" para o fim da minha listinha. 

37. "Sherlock Holmes"



Seria praticamente impensável e irrealizável lançar um filme sobre Sherlock Holmes que não intencionasse ser um blockbuster. E, por conseguinte, tal como muitos blockbusters, é evidente que ao ir ao cinema para assistir “Sherlock Holmes” significa se preparar para possivelmente assistir a uma série de clichês bem marcados com muitas cenas de ação e um romancezinho no meio – tudo isso intercalado com ações surreais em um mundo hiperfantasioso. Ok. Reconheço que o filme talvez não tivesse muitos meios para fugir disso aí. No entanto, vários filmes que seguem a mesma linha conseguem pelo menos atingir o seu objetivo de entreter – vide alguns filmes cujos nomes eu nem me lembro agora, mas que divertiram na hora. Mas "Sherlock Holmes" somente entedia pelo seu roteiro fraco, fraco. 

E aquele final? 

Aquele início? 

Aquele meio? 

Meu Deus... 

E é por isso que o filme se encontra aqui, no extremo oposto do "Fuja para o cinema", vencedor, por excelência, na categoria “Fuja do cinema”. 

Coitados dos fãs do detetive...


"E lamentar, meu caro Watson..."



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Premiação "Fuja para o cinema"



Já é final de ano – e hora da clássica listinha das melhores estreias do ano. É claro que não vi todos os filmes que estrearam neste ano – afinal, cerca de 350 filmes estrearam nos cinemas em 2010, segundo a lista (incompleta, diga-se de passagem) do site interfilmes, e eu precisaria assistir a uma média de 7 filmes por semana para ver todos. Porém, dentro do humanamente possível, acho que fui espectadora de estreias num número razoável de vezes neste ano: vi 37 filmes. 

Listarei abaixo os filmes que assisti e comentarei um por um, do mais fraco ao melhor de 2010, em uma nova seqüência de posts do blog. Será a premiação “Fuja para o cinema” do nosso humilde blog. Uma eleição transparente dos melhores filmes do ano – baseada, é claro, somente na opinião da autora do blog, mas é claro que outras opiniões são sempre bem-vindas e possuem espaço reservado na seção de comentários. 



Lista de filmes que vi neste ano: 

Procurando Elly 
Abraços partidos 
Sherlock Holmes 
Nova York, Eu te amo
Ilha do medo 
Amor sem escala 
Onde vivem os monstros 
Invictus 
Fita Branca 
Preciosa 
O mensageiro 
Simplesmente complicado 
Dois irmãos 
Direito de amar 
Chico Xavier 
As melhores coisas do mundo 
Educação 
Confusões em família 
Mary e Max 
O escritor fantasma 
Olhos azuis 
O profeta 
Toy Story 3 
À prova de morte 
Cabeça à prêmio 
5x favela 
Vincere 
Os homens que não amavam as mulheres 
À oeste de Plutão 
Of Gods and Men 
Em um mundo melhor 
Coco Chanel &; Igor Stravinsky 
Tropa de Elite 2 
Wall Street 
Um homem misterioso 
Você vai conhecer o homem dos seus sonhos 
A rede social