Provavelmente está próximo o dia em que pegaremos a lista dos filmes em cartaz e diremos “vamos ver esse filme do DiCaprio, ele fez, deve ser bom”, tal como fazemos em geral com diretores como Woody Allen e afins. Porque esse rapaz tem o dom de escolher roteiros bons. Poderia ter caído no esquecimento após o megassucesso “Titanic”, mas soube aproveitar bem a fama e acabou se revelando não só um excelente ator mas, sobretudo, um excelente parâmetro para a qualidade do filme. Dos 15 filmes feitos após Titanic, pelo menos 9 são muito bons: A máscara de ferro, Gangues de NY, Aviador, Os infiltrados, Diamante de Sangue, Foi apenas um sonho, Rede de mentiras, Ilha do medo e A origem (filme que ainda não vi, mas, pelo que escutei dizer, é tão bom quanto “Ilha do medo”). Aliás, ressalte-se que suas habilidades para a interpretação estão cada vez melhores. Em “Ilha do medo”, ele realmente convence como o detetive policial incumbido de investigar o sumiço de uma paciente da ala psiquiátrica de “Shutter Island”.
Como é um tremendo filme de suspense, não quero estragar o prazer de quem não viu ainda com os meus spoillers. Basta dizer que o filme realmente consegue envolver o espectador de maneira surpreendente e guarda grandes surpresas no final – sem querer me gabar, mas eu sou boa para captar pistas e desvendar o final dos filmes antes que ele seja mostrado e neste caso eu sinceramente fiquei com dúvidas até a tela escurecer.
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